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Investigação a partir de celulares fica mais fácil

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Uma tecnologia desenvolvida pela empresa israelense Cellebrite está disponível para as autoridades brasileiras envolvidas na segurança da Copa do Mundo. A solução, formada por hardware e software, permite o acesso a diversos tipos de informações que ficam armazenadas em smartphones e celulares, e que podem oferecer provas e indícios sobre o comportamento dos portadores desses aparelhos.  

Assim que o dispositivo móvel é recuperado, os dados são extraídos e decodificados para que possam ser analisados. Depois disso, são gerados relatórios, que podem ser usados para as análises dos agentes de inteligência. Além de smartphones, é possível fazer a retirada de informações para tablets, equipamentos de GPS e cartões de memória. 

Assim como acontece com as câmeras de vigilância que foram instaladas nas cidades-sede dos jogos, os milhões de dispositivos móveis pessoais, em mãos de brasileiros e estrangeiros, são vistos como fonte indispensável de dados para a agilização de inquéritos, que são conduzidos por autoridades competentes a partir de autorização judicial.   

Por isso que, na fase que antecedeu o evento, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), criada pelo Ministério da Justiça, promoveu diversos treinamentos para agentes de investigações, habilitando-os para o uso dessa tecnologia. 

A Cellebrite detém a patente do Dispositivo Universal de Extração Forense (Ufed) o uso dessa tecnologia. Pela análise de celulares, é possível conhecer os relacionamentos interpessoais do investigado ou da vítima, conferir seus locais de frequência em um período exato de tempo e ter acesso a dados como trocas de mensagens de texto, fotografias e interações em redes sociais. 

Uma das vantagens do Ufed é que o sistema propicia a recuperação de dados apagados da memória do dispositivo móvel, além de tornar possível a rápida decodificação de senhas ou mecanismos criptográficos que costumam ser obstáculos para a investigação. 

O diretor de vendas da Cellebrite, Frederico Bonincontro, explica que a tecnologia forense móvel só depende da autorização judicial para ser usada. “Obtida essa autorização, permite que o investigador trabalhe com indícios digitais de uma forma tão prática quanto uma simples revista a uma mochila cheia de objetos pessoais ou ao porta-luvas de um carro, contendo fotografias, documentos e qualquer coisa que possa servir de indício ou prova”, observa. Esse sistema da empresa é usado em mais de 60 países e tem como um dos principais diferenciais o fato de dar suporte a mais de 5,6 mil modelos de telefone. 

“Temos uma capacidade ímpar de quebrar as senhas e fazer a extração dos dados em uma variedade imensa de aparelhos, sem falar na rapidez de atualização do software”, diz Bonincontro. A cada 45 ou 60 dias são desenvolvidas e publicadas atualizações do sistema e, então, fornecidas aos clientes. Na mesma semana em que o iPhone 5 foi lançando, por exemplo, a empresa já havia liberado uma versão suportando a extração dos dados do novo equipamento. 

A Cellebrite possui escritórios em diversos países, dentre eles o Brasil. Por aqui, além do foco comercial, as equipes atuam na preparação do sistema para os modelos locais de aparelhos móveis.

Fonte: Jornal do Comércio

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7 de julho de 2014 Escrito por: Empresas Gaúchas
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