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Dragagem do Guaíba pode amenizar enchentes

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Foto: Jackeline Moraes

Foto: Jackeline Moraes

A sequência de chuvas e alagamentos em diversos municípios sensibilizou o estado do Rio Grande do Sul trazendo enormes prejuízos à população e ao Estado. O que poucas pessoas conhecem é que entre as diversas ações que podem ajudar a amenizar situações como esta é a atividade da mineração.
Em São Jerônimo e Triunfo os relatos da população são de que as enchentes não têm mais a mesma intensidade, desde que foi liberada a extração de areia no Rio Jacuí. A partir do momento que é feita a retirada da matéria prima no fundo dos rios, aumenta a capacidade de armazenamento de água dentro do seu leito, diminuindo as cheias nas áreas ribeirinhas.

Prefeito de São Jerônimo durante três mandatos (de 1989 a 1992, de 1997 a 2000 e de 2001 a 2004), Urbano Knorst lembra que a cidade gaúcha alagava com qualquer chuva mais intensa.

Antes, qualquer chuva mais forte já trazia sérios problemas de enchentes e alagamentos em São Jerônimo. Quando começamos a observar a mineração e a cuidar das margens dos rios, minerando nos leitos, a situação começou a mudar. Com a dragagem, a chuva já não fazia estragos tão severos. Nas chuvas que assolaram várias localidades gaúchas nas últimas semanas, os prejuízos foram quase inexpressivos na nossa cidade – relata Urbano Knorst.

De acordo com a Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas) e o Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Estado do RS (Sindibritas), o mesmo poderá acontecer na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde as entidades tratam sobre a liberação da mineração de areia no Lago Guaíba.

Ex-comodoro do Clube Veleiros de Porto Alegre, Astélio Santos conhece a capital gaúcha como a palma da mão. Lembra de quando a cidade ainda não era tão grande. Os avanços populacionais, segundo ele, ajudaram a tornar as ruas tão propícias aos alagamentos em dias de chuvas.

– Basicamente o que aconteceu com Porto Alegre é que aterrou demais o Guaíba. Assim, diminuiu a vazão do lago, diminuiu a capacidade de armazenamento de água. Porém a manutenção dos canais poderia ser melhor executada e os sedimentos retirados do mesmo e depositados fora dele juntamente com os ali já existentes, retornam para dentro do canal, sendo necessário se fazer um retrabalho aumentando os custos para o Estado. – afirma Astélio Santos.

Uma das soluções, de acordo com Astélio Santos, seria aproveitar os benefícios da mineração. Seria possível aumentar a profundidade da calha e do lago como um todo, e também, fazendo aprofundamento e desobstrução do canal da entrada da lagoa. Assim, aumentaria substancialmente a vazão de água do Lago Guaíba. A ação aumentaria a velocidade da descida de água.

– É evidente que a mineração aumentaria a vazão, aumentando a correnteza. Hoje, não temos mais canal para navios com carga plena, com algumas excessões. No verão, o lago baixa tanto que quase inutiliza o porto de Porto Alegre – avalia.

Sobre uma utilização mais efetiva do porto de Porto Alegre, o presidente da Agabritas e do Sindibritas, Pedro Reginato, ressalta que em certas situações, o porto da cidade é limitado para carga e descarga, por uma questão de calado. Os navios chegam em Rio Grande e descarregaram lá, congestionando as vias terrestres com caminhões lotados de materiais que poderiam ser depositados diretamente na capital.

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6 de agosto de 2015 Escrito por: Empresas Gaúchas
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