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RS prevê mudança do cenário energético

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16Além de aumentar a geração de energia elétrica, a construção de uma termelétrica e de um terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) no município de Rio Grande irá transformar o perfil energético do Estado. A opinião sobre os empreendimentos, que serão desenvolvidos pelo Grupo Bolognesi, é do secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco.

As obras da usina, que terá 1.238 MW de capacidade instalada (será a maior do Estado quando finalizada), devem começar neste segundo semestre. A perspectiva é de que os trabalhos levem cerca de 36 meses para serem concluídos. O investimento na térmica e no píer de atracação para o navio que trará o GNL importado é estimado em cerca de R$ 3 bilhões. A capacidade do terminal poderá alcançar até 14 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. Como a usina terá um consumo de cerca de 6 milhões de metros cúbicos ao dia, sobrarão 8 milhões de metros cúbicos. Por causa desse excedente, o segundo passo previsto será a instalação de um gasoduto ligando a Metade Sul à Região Metropolitana de Porto Alegre.

O secretário de Desenvolvimento adianta que há a possibilidade do gás natural que chegar em Rio Grande possa atender à demanda do Polo Petroquímico de Triunfo. O insumo poderia ser utilizado como combustível para o processo industrial ou até mesmo como matéria-prima para a produção de resinas termoplásticas, substituindo em algumas operações a nafta. Uma fonte que acompanha o setor petroquímico afirma que a Braskem (principal empresa do Polo de Triunfo) não teria preconceito em analisar a troca da nafta pelo gás natural. Inclusive, essa possibilidade já se encontra em um debate mais avançado quanto às unidades que a companhia possui no complexo petroquímico de Camaçari, na Bahia. Conforme a fonte, o uso do gás não significaria o fim do emprego da nafta, pois alguns produtos, como o butadieno (matéria-prima para borracha sintética), não podem ser feitos a partir do gás natural. O gás e a nafta seriam complementares.

Ainda sobre as vantagens de um fornecimento local de gás natural, Branco acrescenta que o Estado deixa de arrecadar um importante montante financeiro na medida em que adquire o insumo fora do Rio Grande do Sul. O secretário informa que se paga uma diferença de ICMS para o Mato Grosso do Sul (por onde o gás boliviano entra no Brasil, antes de atingir o território gaúcho) que chegou a ser da ordem de R$ 100 milhões ao ano. Ou seja, com o Rio Grande do Sul sendo abastecido pelo terminal de GNL da Bolognesi, essa arrecadação ficaria no Estado e não mais no Mato Grosso do Sul. O coordenador da assessoria técnica da Secretaria de Desenvolvimento, Leonardo Gaffree Dias, detalha que, devido à retração da economia, o valor diminuiu um pouco atualmente, entretanto continua estimado acima de R$ 70 milhões/ano. Esse ICMS é pago pela distribuidora do gás natural no Rio Grande do Sul, que é a Sulgás.

“Os projetos (o terminal de GNL e o gasoduto até a Região Metropolitana) são estruturantes e possibilitarão que o Estado seja ‘exportador’ de gás para outras regiões do País”, argumenta Branco. O secretário lembra que, atualmente, os gaúchos verificam uma limitação quanto à oferta de gás natural (2,8 milhões de metros cúbicos ao dia) que vem através do gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). A expectativa do dirigente é que o novo gasoduto possa ligar-se ao Gasbol e, assim, inverter o fluxo gás. Ao invés de o Rio Grande do Sul ser o final do sistema no País, o Estado será a origem do fornecimento.

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Empresas Gaúchas

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19 de junho de 2015 Escrito por: Empresas Gaúchas
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