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Produção de madeira exige somente sol e terra

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Em muitos países a madeira tem substituído consideravelmente a base da construção civil. Produtos como estruturas metálicas e cimento usam combustíveis fósseis no processo com consequente emissão de CO2. O processo de produção da madeira não utiliza energia, só a solar e ainda tem como vantagem evidente a retirada de CO2 da atmosfera com a fotossíntese.

No Brasil 19% do PIB é de responsabilidade da cadeia produtiva da madeira, no Rio Grande do Sul a participação é de 4%. Só de compensado de Pinus o Brasil embarca mensamente 170 mil m³. As exportações de produtos de madeira movimentam cerca de U$ 3 bilhões anualmente. Porém muitas empresas estão operando com resultados inferiores ao planejado e temem um cenário menos favorável em 2018 por conta do câmbio e da disputa eleitoral e o andamento das reformas.

“Em se tratando de madeira, tudo é passível de venda, é um mercado permanentemente aquecido, porém o mundo lá fora procura a matéria prima e o desafio do setor é agregar valor para ter uma maior rentabilidade, afirma Jorge Fernando Farias da Madeze Brasilian Wood.

A Madeze e a Marosol são empresas que fazem parte da RND Negócios Corporativos, uma Holding que administra quatro empresas no Rio Grande do Sul. A Madeze exporta anualmente, 20 mil m³ de madeira serrada, entre elas peças de Eucalipto:Grandis ou Saligna e Pinus: Eliotis ou Taeda. O destino é principalmente América Central, Ásia e América do Norte tendo como principal desembarque a Costa Rica, Panamá, Vietnã, Estados Unidos e o Canadá. A Marosol atua no trabalho de reflorestamento, toda a madeira embarcada é extraída de áreas reflorestadas no Estado gaúcho. As toras são serradas, secas, enfardadas e recebem tratamento fitossanitário o que garante que o produto estará livre de pragas. Ambas são certificadas pela FSC (Forest Stewardship Council) e no caso da Madeze, ainda conta com a habilitação junto ao sistema Comex.

“É preciso lembrar que o Brasil tem duas importantes vantagens para se tornar, em médio prazo, o melhor produtor de madeira sólida em função da sua capacidade de produção e clima. Pinus e Eucalipto tem rápido desenvolvimento no Brasil, o corte médio acontece em 15 anos após o plantio, enquanto que, na Europa o corte acontece em 100 anos, o que significa que, nosso país e, em especial, nosso Estado, que conta com ampla extensão de terras favoráveis ao plantio, tem grande potencial de crescimento”, acrescenta Farias.

Em um mercado que cresce entre 15 e 20% ao ano, vale destacar que, a cada um milhão de reais investidos no setor florestal madeireiro são gerados 164 empregos fixos, na agricultura o mesmo investimento gera 35 empregos diretos.

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15 de maio de 2018 Escrito por: Empresas Gaúchas
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