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Mercado em alta fomenta capacitação no setor de turismo

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O mercado de trabalho para o setor de turismo está em alta na serra e interior do Estado. Obras de infraestrutura, novos empreendimentos e a criação de roteiros fomentam a demanda por cursos de formação na área, uma vez que empresas buscam profissionais qualificados para atender aos visitantes. “A mudança de perfil dos turistas também contribui para que gestores de hotéis e agências estejam mais atentos à necessidade de capacitação de seus colaboradores”, observa o vice-presidente de Turismo da Fecomércio-RS, Manuel Suarez.

A entidade tem viajado por todo o Rio Grande do Sul para esclarecer, realizar treinamento de profissionais em governança, gestão hoteleira e recepção com foco em vendas, entre outros cargos. “Os novos negócios que têm sido implementados, principalmente nas regiões das Hortênsias e da Uva e do Vinho, chegam também com bastante tecnologia, motivando os gestores de outras empresas a realizarem melhorias, o que fomenta outros segmentos na cadeia”, avalia Suarez. “Os hotéis estão se capacitando, e buscando profissionais qualificados.” Destacando que 80% da hospedagem gaúcha é voltada ao mercado corporativo ou de eventos, o dirigente observa que esta fatia de mercado exige “melhores instalações e uma mão de obra mais qualificada”.

“Quem antes improvisava com atendente sem formação, hoje entende que é preciso priorizar profissionais com foco também na venda.” À frente também do Sindicato Intermunicipal da Hotelaria no Rio Grande do Sul (Sindihotel), Suarez destaca que, além da hospedagem corporativa – que envolve a questão do receptivo de visitantes internacionais -, outro perfil de turista que tem exigido uma maior atenção é o de integrantes da classe C. Além de executivos de empresas nacionais e internacionais que viajam por todo o País, as 10 regiões que englobam os 470 municípios onde o Sindihotel atua recebem famílias durante eventos dos mais diversos tipos, observa Suarez. “O setor de eventos tem dado apoio grande para a hotelaria, com acontecimentos religiosos, esportivos, agropecuários, e uma série de temáticas, que respondem por um movimento importante nos fins de semana em empresas de todo o Estado.

No que se refere ao atendimento ao público de lazer, os guias de turismo são os profissionais que têm mais oportunidades no mercado, bem como estão na linha de frente para tornar os destinos que já têm estrutura mais interessantes aos turistas. “Não adianta vender e não explicar, a parte histórica é fundamental”, opina Suarez. “O melhor caminho para se capacitar é por meio de cursos”, concorda o diretor de Monitoria e Treinamento da Forma Turismo (operadora de viagens estudantis, com foco em diversos estados brasileiros e no Paraguai), Rodrigo Oehlmeyer. A empresa realiza treinamentos de monitoria antes de realizar o processo seletivo para vagas de emprego.

Boa parte dos cursos (maioria ocorrem no formato Educação a Distância – EaD) são realizados inclusive no exterior, pela necessidade de estar in loco. “Atualmente estamos com inscrições para o Curso de Monitoria Campus Experience”, exemplifica Oehlmeyer. “Esta edição terá a participação de brasileiros e paraguaios. O programa é voltado para a especialização do monitor de turismo, mas também com foco no desenvolvimento de competências e potencialidades pessoais.”

Curso aborda aspectos como postura profissional e planejamento de vida

De acordo com o diretor de Monitoria e Treinamento da Forma Turismo, Rodrigo Oehlmeyer, a etapa presencial do curso de monitoria que a empresa está oferecendo será realizada entre 17 e 19 de maio, no Hotel Eldorado Atibaia Resort, no interior de São Paulo. Durante o encontro serão destacados aspectos relacionados ao mercado de trabalho para o monitor de turismo, monitoria em cruzeiros marítimos e em grandes eventos, postura profissional, como lidar com as adversidades e vivências práticas, trabalho em equipe, liderança, planejamento de vida, programação neurolinguística para líderes e técnicas para falar em público. O curso também concentra módulos de especialização, que tratam de primeiros socorros, recreação com adolescentes e comunicação eficaz para líderes.

“Desenvolvemos esse novo modelo com objetivo de proporcionar verdadeira experiência, visando apresentar aos alunos todos os desafios enfrentados e práticas necessárias para garantir aos formandos a melhor viagem da vida deles, uma missão que buscamos sempre cumprir há mais de 20 anos. Além disso, o programa contribui para que os participantes desenvolvam competências essenciais para o acompanhamento de grupos, como liderança e instruções para superar adversidades durante a viagem”, ressalta Rodrigo Oehlmeyer, diretor de Monitoria e Treinamento da Forma Turismo.

A empresa oferece, em média, três cursos por ano, ministrados pelo corpo docente da Universidade Forma. Também são realizados programas nos destinos internacionais da operadora, como Disney e Dubai, em que os alunos conhecem na prática como é executado o monitoramento de grupos de jovens desacompanhados dos pais. Além disso, temas como liderança e como lidar com adversidades durante os roteiros são abordados. Também o Senac-RS desenvolve os cursos de técnicos para o setor, de acordo com a demanda nos municípios.

Entre as possibilidades, o de Guia de Turismo ocorre no formato EaD (800 h). Responsável pela recepção, condução, orientação e assistência de pessoas ou grupos durante traslados, passeios, visitas e viagens em âmbito local, regional e nacional, o guia é o profissional que informa sobre aspectos socioculturais, históricos, ambientais e geográficos. “É preciso apropriação para apresentar e organizar roteiros de visitas e itinerários turísticos, considerando os interesses e as necessidades do visitante”, observa o vice-presidente de Turismo da Fecomércio-RS, Manuel Suarez. O dirigente destaca que esta é uma profissão com bastante espaço no mercado. “O guia atua em organizações públicas e privadas do segmento do turismo, tais como agências de viagem, operadoras turísticas, museus, centros culturais, parques naturais e temáticos, por meio da prestação de serviços autônomos, temporários ou contrato efetivo – ou seja: mercado de trabalho não falta, é uma profissão em alta”, avalia.

Fonte : Jornal do Comércio

Adriana Lampert

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13 de maio de 2019 Escrito por: Robson Ferreira
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