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Madeze e Marosol inovam com Certificação Internacional de forma Compartilhada

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A divisão madeireira, Madeze e Marosol, empresas gaúchas pertencentes a Holding RND Negócios Corporativos estão realizando a gestão do processo de certificação internacional de 20 produtores da região de Brochier.

A maior parte da madeira produzida no Brasil – e no Rio Grande do Sul não é diferente-  está nas mãos de pequenos produtores e consequentemente pequenas serrarias. O mercado de madeira serrada se caracteriza por estar permanentemente aquecido, porém o mundo lá fora procura a matéria prima e o desafio do setor é agregar valor para ter uma maior rentabilidade. Atualmente, algumas características desfavoráveis do produto oferecido por estes pequenos produtores poderiam ser reduzidas pelo manejo e melhoria de processos que consequentemente levam a possibilidade de certificação internacional e valorização do produto exportado.

FSC é a sigla para Forest Stewardship Council, que no Brasil é conhecido como Conselho de Manejo Florestal. Seu principal objetivo é a conservação e a preservação das florestas no mundo todo, através de uma cultura responsável. A Europa em especial, que conta com uma consciência maior em preservação do meio ambiente tem uma rigorosa exigência para adquirir produtos, neste sentido a Certificação se faz necessária, na contrapartida o valor do metro cúbico passa a ter um preço três vezes maior.

“Esta semana fechamos um embarque para a China, país que a princípio não exige madeira certificada, porém eram ripas de madeira serrada para confecção de tampos de mesa para a Alemanha, demandando assim certificação para o produto. Exportamos o commodities e a China exportou o produto acabado com valor agregado”, comenta Jorge Fernando Farias da Madeze Brazilian Wood.

O processo de certificação de uma floresta conta com um controle e manejo desde o plantio. O custo inicial para uma certificação  parte de 15 mil reais, um valor significativo para um pequeno produtor. Desta forma, a Madeze e Marosol buscaram a autorização da DSGQ Consultoria, instituição responsável pela certificação internacional no país para fazer de forma compartilhada.

“Estamos trabalhando para dar suporte ao produtor para que a madeira seja mais valorada. Para melhorar a cadeia produtiva de madeira serrada de florestas plantadas, a primeira decisão é o diagnóstico de demanda. O que estão comprando, com quais dimensões, para qual finalidade, em que quantidade, e quais são as origens. Depois planejar como substituir esta demanda por madeira de plantações com qualidade e regularidade”, pontua Farias.

Foto: Robson Ferreira

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14 de setembro de 2018 Escrito por: Empresas Gaúchas
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