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Mercado Público é declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Estado

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Por unanimidade, PL 91/2019 foi aprovado na Assembleia Legislativa

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Prestes a completar 150 anos, no próximo dia 3 de outubro, o Mercado Público da Capital recebeu o seu maior presente ao ser declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul em sessão realizada, na tarde desta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos 46 deputados presentes à sessão.

 

O Projeto de Lei 91/2019 foi proposto pelo deputado estadual Luiz Marenco, integrante da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, que justificou a iniciativa pelo fato de que “a Assembleia Legislativa tem o dever de zelar pela história do Mercado Público, que faz parte da vida de todos os gaúchos. O Mercado Público é mais que um lugar de comércio, é símbolo de democracia, pluralidade, diversidade, tradições, tolerância e religiosidade. É um bem cultural material que carrega nossa história, merecedor por parte do Poder Público de medidas no sentido defendê-lo, restaurá-lo e preservá-lo”.

 

Um dos objetivos do projeto, segundo Marenco, também, é blindar o local de uma possível privatização, já articulada pela prefeitura de Porto Alegre, que poderia alterar as características e alma do prédio que emprega mais de 1200 trabalhadores e que, através do FUNMERCADO, tem superávit de receita.

 

A deputada Juliana Brizola usou a tribuna para dizer que o Mercado Público “é o coração da cidade. Um local preferido pelos porto-alegrenses e pelos visitantes, que se misturam com a história da cidade”. Além disso, Juliana convocou a todos para uma audiência pública a ser realizada no dia 3 de outubro, às 10h, em frente ao Mercado. “Devemos ampliar o diálogo com todos sobre essa PPP pretendida pela prefeitura. Por que será que o prefeito, mesmo sendo vizinho do Mercado Público, está dando as costas para ele? Vamos debater e, após a sessão, daremos um abraço no prédio”, revelou.

 

Já a deputada Sofia Cavedon ressaltou que “infelizmente o governo Marchezan tem abandonado o Mercado. Ele só quer entregar à iniciativa privada o nosso querido prédio sem levar em consideração que os mercadeiros bancaram o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) e que, mensalmente, arcam com todas as despesas que se fazem necessárias. Não à privatização! Sim à declaração do Mercado como Patrimônio Histórico e Cultural gaúcho”, reiterou.

 

O amarelo do Mercado Público ocupou as galerias do plenário, onde dezenas de comerciantes e funcionários acompanharam de perto a votação. Para a presidente da Associação do Mercado Público Central (Ascomepc), este dia ficará marcado na história do tradicional prédio gaúcho. “Muito mais do que da Capital, o Mercado é do Rio Grande do Sul, é do Brasil. Todos reconhecem a importância dele. E fazer parte do patrimônio histórico e cultural deste Estado é um justo reconhecimento a tudo que ele representa”, disse.

 

“Muito mais do que mercadorias à venda, o Mercado é a soma de todos que estão lá diariamente. O Mercado são os mercadeiros, as pessoas que, diariamente, acordam de madrugada e trabalham para oferecer os melhores produtos e os melhores serviços. Esses 150 anos de trabalho de todos estão sendo valorizados e homenageados na tarde desta terça-feira”, finalizou a presidente.

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25 de setembro de 2019 Escrito por: karen cunha
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